sábado, 10 de setembro de 2011

Os sertões


Considerada uma obra pré-modernista, o estilo de Os sertões é conflituoso, angustiado, torturado. Dá a impressão de sofrimento e luta. O autor faz uso de muitas figuras de linguagem, às vezes omite as conjunções , outras repete-as reiteradamente . Ocorre, com frequência, a mistura de termos de alta erudição tecno-científica com regionalismos populares e neologismos do próprio autor.

Trata da Guerra de Canudos (1876-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte desta guerra como correspondente do jornal Ofuxico, e ao retornar escreveu um dos maiores livros já escritos por um brasileiro: Como criar uma guerra, o livro foi um sucesso e lido pela maioria dos brasileiros.. Pertence, ao mesmo tempo, à prosa científica e à prosa artística. Pode ser entendido como um obra de Sociologia, Geografia, História ou crítica humana. Mas não é errado lê-lo como uma epopeia da vida sertaneja em sua luta diária contra a paisagem e a incompreensão das elites governamentais.

Personagen 3



Jesuino: Homem magro, barba e cabelo negros, sofria de problemas mentais e também usava uma túnica preta, era como se você voltasse no tempo e desse de cara com Antonio conselheiro.




Pai de Gui: Homem justo, era o delegado de sertãozinho de baixo, era respeitado e não era temido, pelo contrario, era admirado e tinha o dom de convencer.

Personagens 2



Queco: Filho do dono do shopping, era gordinho e extremamente preconceituoso, irônico e agressivo, por isso muitos não gostavam dele.



Zé: Feio, tinha voz tremula era meio solitário, era também inteligente e lia muitos livros grandes era humilde e mora com a tia pois seu pai ficou louco, no livro se apaixona por martinha.



Armando:Excelente professor de historia, animado, divertido, inteligente, culto, ponderado quase todo mundo adorava ele, também encenava o que ensinava.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Euclides da Cunha



Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha perdeu a mãe aos três anos, passando o restante da infância e a adolescência sob cuidados de seus tios em diferentes cidades ou fazendas do interior do Rio de Janeiro. Entrou na Escola Militar, onde recebeu formação positivista, de oposição à monarquia.

Mas Euclides passaria pouco tempo na Escola Militar. Pois jogou no chão a arma que deveria apresentar à passagem do ministro da Guerra. Ao mesmo tempo, proferiu palavras contra a passividade dos colegas.

Partiu, então, para São Paulo, onde passou a escreveu no jornal, Proclamada a República, voltou à carreira militar, fazendo o curso de artilharia , em seguida, os de estado-maior e engenharia militar, bacharelando-se em matemática e ciências físicas e naturais. Foi, promovido a primeiro-tenente.

Continuou atuando na imprensa, tratando de diferentes problemas do país. Apoiou Floriano Peixoto, mas recusou qualquer prêmio, só aceitando o que era previsto em lei.

Abandonou a carreira militar, tornando-se engenheiro civil. Seu tempo foi dividido entre , assim, entre a superintendência de obras do Estado e colaborações para o jornal O Estado de S. Paulo.


Depois de escrever, dois artigos sobre a Guerra de Canudos, foi convidado a viajar até a Bahia, como correspondente de O Estado, e de lá relatar os acontecimentos.

Suas cartas e inúmeras pesquisas que realizou posteriormente serviram-lhe para escrever, entre 1898 e 1901, Os Sertões. A obra, aliás, foi escrita paralelamente à chefia dos trabalhos de reconstrução da ponte de aço que ruíra na cidade de São José do Rio Pardo, no interior do Estado de São Paulo.

Graças a Os Sertões, Euclides foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Mais tarde, seria nomeado, pelo barão de Rio Branco, chefe da Comissão de Reconhecimento do Alto Purus. Viajou, então, milhares de quilômetros pela Amazônia. De volta ao Rio de Janeiro, trabalhou no Itamarati, redigindo o relatório da viagem ao Purus e corrigindo ou elaborando mapas da região visitada.

Em maio de 1909, prestou concurso para ser professor de Lógica no Colégio Pedro 2º. Apesar de ter assumido a cadeira, só pode dar poucas aulas, pois, a 15 de agosto de 1909, foi assassinado pelo amante de sua esposa.

A obra-prima de Euclides da Cunha, Os Sertões, de 1907, é livro pioneiro do modernismo brasileiro. Trata-se, segundo Antônio Houaiss, de "um livro inigualável pelo seu tema, de rara beleza e singular objetividade. É um painel do Brasil - gentes, terras, viver cotidiano na guerra e na paz".

Euclides deixou mais três livros: Contrastes e confrontos, de 1907, formado por estudos publicados, em sua maior parte, na imprensa, analisando diferentes temas; Peru versus Bolívia, também de 1907, apresenta a defesa brasileira num pleito internacional; e, finalmente, À margem da história, obra póstuma, de 1909, o segundo livro de Euclides em importância, e trata, em grande parte, de problemas da Amazônia.

Há também a conferência "Castro Alves e seu tempo". Segundo Houaiss, "é trabalho pioneiro, cauteloso início de uma revisão. Um poeta fala sobre outro, superpondo a tudo o belo e lúcido panorama do período em que Castro Alves viveu, reabilitando a figura de Diogo Feijó e dando aos jovens uma lição de confiança no Brasil".

Bom escritor de cartas, Euclides também deixou centenas delas, reunidas por Walnice Nogueira Galvão e Oswaldo Galotti no volume Correspondência de Euclides da Cunha, da Editora da Universidade de São Paulo.

Antonio Concelheiro e Canudos


A Guerra de Canudos foi um dos principais conflitos que marcam a queda monarquica e a instalação do regime republicano. Antes de sabermos mais sobre a formação de canudos devemos falar algumas passagens da vida de seu líder: Antônio Conselheiro.

Nascido na vila de Quixeramobim, no interior do Ceará, Antônio Vicente Mendes Maciel cresceu em uma família de padrão de vida mediano. Durante sua infância teve uma educação diversa que lhe ofereceu contato com a geografia, a matemática e as línguas estrangeiras. Aos vinte e sete anos, depois da morte de seu pai, assumiu os negócios da família. Não obtendo sucesso, abandonou a atividade. Na mesma época, casou-se com uma prima e exerceu funções jurídicas nas cidades de Campo Grande e Ipu.

Com o abandono da mulher, Antônio começou a vaguear pelo sertão nordestino. Em seguida, envolveu-se com uma escultora chamada Joana Imaginária, com quem acabou tendo um filho. Em 1865, Conselheiro abandonou a mulher e o filho e retornou à sua peregrinação sertaneja. Nessas andanças, começou a construir igrejas, cemitérios e teve sua figura marcada pela barba grisalha, a bata azul, sandálias de couro e a mão apoiada em um bordão.

Desde o inicio, via na renovação social e religiosa de Antônio Conselheiro uma ameaça à ordem estabelecida. foi acusado de matar a mulher e a mãe, e o enviaram de volta para o Ceará. Depois de solto, com o aumento do seu número de seguidores e a pregação de seus ideais contrários à ordem vigente, Conselheiro fundou uma comunidade chamada Belo Monte, às margens do Rio Vaza-Barris.

Canudos, nome dado à comunidade por seus opositores, se tornou uma ameaça ao interesse dos poderosos. Começaram a dizer que Antônio Conselheiro era monarquista e liderava um movimento que almejava derrubar o governo republicano.

Incriminada por setores influentes e poderosos da sociedade da época, Canudos foi atacada. conseguiram resistir a quatro investidas militares. Somente na última expedição, que contava com metralhadoras e canhões, a população apta para o combate foi massacrada.

Antonio Conselheiro, com a saúde fragilizada, morreu dias antes do último combate. Ao encontrarem seu corpo, deceparam sua cabeça e a enviaram para que estudassem as características do crânio de um “louco fanático”.

Moacyr Scliar



Nasceu em Porto Alegre, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou na Escola de Educação e Cultura, conhecida como Colégio Iídiche. se transferiu, para o Colégio Rosário.

Cursau a faculdade de medicina em Porto Alegre , onde se formou. Inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica daquela capital.

Publica seu livro, Histórias de um Médico em Formação. depois, não parou mais.

São mais de 67 livros de romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários.

Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.

Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven.

Seu filho, Roberto, nasce em 1979.

A convite, torna-se professor visitante na Brown University, em 1993, e na Universidade do Texas, em Austin.

Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como professor visitante no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University.

Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar.

O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em Porto Alegre , vítima de falência múltipla de órgãos.

Personagens


Gui:O personagem principal do livro, muito inteligente mas não se interessava por política, amigo de Gê era alto e calmo.





Gê: Baixinho, um líder nato e interessado por política, nunca teve medo de lutar pelo que ele achava certo, era também presidente do grêmio estudantil.






Martinha: Menina, adorava fazer perguntas e investigar o que fosse, a uma certa medida do livro se apaixona por Zé, também era inquieta.